Friday, May 26, 2006

Halls


Distração? Tente o
Swarm. O treco é uma espécie de mapa com vários (centenas) de sites, que se conectam de alguma forma. E este mapa gráfico mostra como estão os acessos aos sites. Quanto mais próximo do centro, maior o número de acessos. Ele atualiza a cada um segundo e usuários cadastrados podem falar por chat. Algumas linhas aparecem, simbolizando o tráfego pela rede. Ok, ok, sem mais delongas, vai conhecer. Vale a pena.


Pérolas da Ostra

Homem sem braços é indiciado por direção imprudente na Nova Zelândia

Colin Smith, que nasceu sem os braços e nunca teve carteira de motorista, se apresentou ontem a um tribunal, indiciado por dirigir de maneira perigosa para a população.
O policial que parou Smith disse que o banco do motorista estava reclinado e que o homem sem braços parecia estar usando um pé para a direção e o outro para controlar o acelerador e o freio. Smith, de 31 anos, afirmou que se defenderia das acusações.Ele declarou no tribunal que dirige há anos usando seus pés e que nunca se envolveu em um acidente.

Memórias do Elefante

"Alcançou o sucesso aquele que viveu bem, riu com freqüência e amou muito."

Bessie Anderson Stanley


Expectativa. Ansiedade. Antecipação.
Vivemos a era da angústia. Porque, eu não sei, ostrinha, mas cada vez mais existe uma incerteza diária e uma sensação de que o tempo está passando e não estamos suficientemente ligados em todas as possibilidades. Sem dramalhão ou alarmismo, sem entrar em uma caça as bruxas, visando resolver o problema do tema de sexta-feira. Não ostrinha, vivemos em uma era de malucos, em que diversos fatores resultam em uma sociedade de seres acelerados e angustiados, pressionados e confusos.
Hoje temos acesso a mais informação, em maior velocidade. Muito mais conteúdo, e a disposição quando e como quisermos. Se temos os recursos, temos os meios e as ferramentas, cobramos de nós mesmos resultados, cada vez mais rápidos e mais adequados ao que imaginamos que esperam de nós. Olha que coisa maluca.
Minha observação de uma situação óbvia vem da análise que faço da minha geração, através dos meus amigos, independente do grupo de cada um. Somos todos parte de uma geração de 30 (e um pouquinho mais ou menos) que vive uma eterna disputa com sigo mesmo. De repente toda uma geração começou a mudar seus hábitos em relação ao grupo que o antecedeu, sob diversos aspectos. Saímos mais tarde de casa, casamos mais tarde, temos filhos mais tarde... e entramos em crise por isso. Estamos rompendo com alguns modelos enraizados e, ao invés de procurarmos entender estas alterações, criamos uma cobrança social: temos que ser os melhores em nossos empregos, temos que casar e ter filhos até uma certa idade, temos que estar realizados profissionalmente; e ainda, temos que ser politizados, comer alimentos orgânicos, ter TV de plasma, ouvir Mp3 no IPOD, xingar as calças da Diesel mas ter vontade de ter uma, temos que fazer ginástica e consumir alimentos Diet. Light, com betacaroteno, sem sódio, sem açúcar, sem gordura trans (Whatta hell?) e combater os radicais livres. Porra! Quem são estes caras, para eu querer combatê-los? Meu deus, a lista não para: homens tem que ter corpo atlético, mas sem ser musculoso; se a barriguinha de cerveja pode, mas só no melhor amigo, no irmão e no marido depois de 8 anos de casamento, quando o relacionamento tem tanto sexappel quanto um maço de rúcula; nunca, jamais, never usar pochete (e carregamos carteira, celular, cigarros, chaves e demais apetrechos nos bolsos, parecendo um misto de abadá com bibelô de retrovisor de caminhão). Pior, se usarmos bolsa, somos gays. Se não usamos, somos preconceituosos; precisamos ser sensíveis, mas sem apelação; o metrosexual já era, o pan já é demais. Inventaram o ubersexual, que resgata a masculinidade sem perder os esfoliantes. E a gente tem que consumir creme anti-sinais e coçar o saco discretamente. Ok, ok, nesta altura do campeonato você já deve estar se contorcendo, o bico deve ter encostado no monitor e você deve estar protestando: “Mas e a minha geração?”. Perdidos. Literalmente desamparados...ai, ai , ai. Cada vez mais impactados pela era do conteúdo, da velocidade, das tendências. Muito acesso, com poucos filtros. Muita cobrança, sem idéia de que resultados devem alcançar. Se sabem o destino, não sabem pegar o trem. Se estão no trem, perguntam-se se vão descer na estação correta. E se cobram e são cobrados por isso. Pequeno crustáceo, porque não desaceleramos? Porque ao invés de tomar o trem e ter certeza do itinerário, não tomamos o barco e deixamos o rio decidir? Porque não pensamos mais em sermos felizes e menos em definir felicidade? Tema para o futuro: a felicidade.



"Sorrir com freqüência; ganhar o respeito de pessoas inteligentes e o afeto de crianças; conquistar a apreciação de críticos honestos e tolerar a traição de falsos amigos; apreciar a beleza, e descobrir o melhor em todas as pessoas; tornar o mundo um lugar melhor, seja através de uma criança saudável, um jardim bem-cuidado ou uma melhor condição social; saber que pelo menos um ser humano que seja viveu melhor porque conheceu você... Esse é o significado do sucesso."

Ralph Waldo Emerson

Blog of the day

Meu deus! É ele. A lenda, o mito... MC"Can touch this"Hammer tem um blog"!
Fantástica experiência de acompanhar o dia a dia daquele que embalou as nossas baladas.
Ok, ok, ostrinha. Você ainda estava nas fraldas. Baixa o MP3 e conheça um pouco deste ícone...