Tuesday, June 06, 2006

Longitudes...Ostra em Greenwich

Engraçado como quando ela vem as coisas parecem melhorar..engraçado que as duas falam mais que a boca...e dão diversos “boa noite”..enquanto parece que o assunto acabou e logo surge outro..e outros “boa noite” virão..engraçada a admiração que tantas vezes parece mútua e o respeito das desaprovações. Incentivo..conselhos..cumplicidade.. coisa de irmão. As vezes a distância aproxima. Eu mesma, sou tão próxima dos distantes que fazem parte da minha vida ..longe e sempre e quão presentes estes são! Um email..um telefonema..reticencias.. um desabafo..e já se tem conversa para várias trocas de emails.. as vezes felizes..outros cansados.. entediados..deprimidos..ou simples, como um: “olá, você tá bem?” .Que enorme diferença para uma ostra fazem estas singelas porém sinceras demonstrações, fazem sentir que de alguma forma você faz parte daquele louco cotidiano e é parte de algumas vidas mesmo que estejam estas sendo vividas tão longe e inseridas num cenário tão complexo da paulicéia desvairada..BH.. mi Buenos Aires querido..enfim.. assim me sinto, no centro do universo.
P.S:. o título foi por citar alguma referência geográfica..;)

Halls dos outros - Camões

"Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente, é um contentamento descontente, dor que desatina sem doer". Camões

interpretação recebida:

"Ah! Camões, se vivesses hoje em dia, tomavas uns antipiréticos, uns quantos analgésicos e Prozac para a depressão. Compravas um computador, consultavas a internet e descobririas que essas dores que sentias, esses calores que te abrasavam, essas mudanças de humor repentinas, esses desatinos sem nexo, não eram feridas de amor, mas somente falta de sexo!"

Fantástica a cultura que recebemos pela web...

Memórias do Elefante - Teatro

Minha relação com o teatro é um tanto quanto suspeita. Lembra o julgamento desconfiado de alguém com quem pouco conversamos. Confesso que minhas idas esporádicas não me permitem uma bagagem comparativa que resulte em uma análise embassada do que vejo. E o maior problema é que ultimamente não gosto do que vejo.
Assistir Ricardo III, no Teatro FAAP deveria ser uma experiência desafiadora, visto que meu lado tosco e pop considera Shakespeare algo intrigante. Mas o padrão Globo de qualidade foi demais para uma encenação que deveria sobreviver ao tempo e às duras intervenções culturais. Tudo muito bonito, famoso e feliz, tal qual uma Ilha de Caras Cênica. Piadinhas aos montes, para não deixar o espectador esquecer o autor (não nosso amigo Inglês e sim nosso simpático e culto gordinho das madrugadas). No fim, ficou aquela sensação de "fui enganado". Algumas boas interpretações não salvaram o todo. Sotaque carioca me fez imaginar o posto 9 em meio a guerra entre Lancaster e York. E a classe média urbana sai feliz e satisfeita com sua dose semanal de cultura, para discutir nos Spots, Ritz e Mestiços. Dose por dose, prefiro as Blue Pills, com resultado garantido e não precisa pedir que tem bis.

Halls dos outros - Quase anônimo

"Obrigado Por ter se mandado
Ter me condenado a tanta liberdade
Pelas tardes nunca foi tão tarde
Teus abraços, tuas ameaças

Obrigado
Por eu ter te amado
Com a fidelidade de um bicho amestrado
Pelas vezes que eu chorei sem vontade
Pra te impressionar, causar piedade

Pelos dias de cão, muito obrigado
Pela frase feita
Por esculhambar meu coração
Antiquado e careta
Me trair, me dar inspiração
Preu ganhar dinheiro

Obrigado
Por ter se mandado
Ter me acordado pra realidade
Das pessoas que eu já nem lembrava
Pareciam todas ter a tua cara

Obrigado
Por não ter voltado
Pra buscar as coisas que se acabaram
E também por não ter dito obrigado
Ter levado a ingratidão bem guardada

Pelos dias de cão, muito obrigado
Pela frase feita
Por esculhambar meu coração
Antiquado e careta
Me trair, me dar inspiração
Preu ganhar dinheiro"

Halls dos outros

As pessoas mandam coisas para este blogueiro paquidérmico e não pensam no risco de uma memória proporcional ao tamanho.
A partir de agora, "Halls do outros" vai registrar um pouco do que tem caído na minha caixa de entrada nos últimos dias, meses e anos. Aprecie sem moderação...

Halls - Poor Bill

Essa é para a Sardinha e todos os malucos que levam a vida em planilhas:
O Google está lançando sua planilha de cálculos on-line. Não exige que o usuario instale nenhum software em seu computador - a utilizaçao é atraves do browser. Os documentos criados pelos usuarios serao arquivados nos servidores do Google, o que permitirá a uma pessoa oferecer suas planilhas ao acesso de outros - amigos ou colegas de trabalho, por exemplo. Noticia do The Wall Street Journal diz que multiplos usuarios poderao trabalhar simultaneamente numa mesma planilha e trocar informaçoes entre si usando uma janela em separado.
Para resumir o impacto desta notícia, no futuro da web 2.0 viveremos a era do software livre (Sangue de Dadá tem Poder), em que não dependeremos de downloads, instalações e pagamentos para o uso de programas. E como fica nosso amigo Bill gates nessa?
Mais do que isso, é evidente que entramos na era do conteúdo aberto, em que diferentes colaboradores interagem sob o mesmo conteúdo. O caso mais emblemático é a wikipedia. E o mais interessante é este blog que se apresenta como muita pretenção...

Memórias do Elefante

Ostrinha,

Minha ausência, se não justificada e perdoada, pelo menos pode ser compreendida. Como eu previ (e agora já começo a achar que posso usar estes poderes paranormais para outras finalidades), a tempestade começou. E como li uma vez, nestes provérbios ingênuos mas com um fundo de verdade, na tempestade devemos ser rápidos em escolher se guardamos o barco ou aproveitamos os ventos.