Tuesday, October 24, 2006
Genérico!
Agradeço a todos os que deram os parabéns, e aos que me aturaram e aguentaram durante este período crítico, porém extremamente prazeroso de minha vida!
Besomaní elefalte.. (ve se escreve alguma coisa!!!)
Ostra
Tuesday, October 17, 2006
Gregos e Troianos reunidos..
O elefante simplesmente sentou em cima da ostra, sem a mínima preocupação se a estaria machucando. Mundo complicado.
Câmbio, desligo.
Sunday, October 15, 2006
Monofuck!
Hoje me encontro em meio a uma série de conflitos interiores, um medinho causado pela indefinição, misturando ansiedade e expectativa, de um encontro depois de quase um ano, sem saber definir ou explicar uma relação extremamente particular. Um sotaque porteño, um humor apurado, centenas de emails, sorrisos e broncas. Uma convivência diária a distância; me acostumei com todas as particularidades destas relações malucas, porém profundas, das quais você não vive com seu vizinho, com quem você se encontra todos os dias, e mal da bom dia. Receio que este mundo nos reserve mais sofrimento, ao receber um email de que Chavez está reprimindo os judeus na Venezuela..mandando apredrejar sinagogas...enquanto isso na Coréia do Norte, tensão e um descaso quando se trata de "armas nucleares". Por que o homem não aplica seu conhecimento em pról da vida..ao invés de investir em armas de destruição em massa. Por que a inteligência de Marcola não é utilizada para o bem? Por que temos que estar sujeitos a ter no comando de decisões tão importantes políticos como o Presidente? Por que as pessoas sentem prazer ao magoar as outras? coisas pequenas e coisas grandes que ganham a mesma proporção em seus devidos contextos..e o mundo parece não ter mais solução. Quando chegamos a esta conclusão caímos no niilismo e nos chamam de pessimistas. Acho que o segredo está em aproveitar cada segundo de nossas vidas, porque quando paro para pensar no futuro, vejo o caos, e rezo para que Deus reserve o melhor para as gerações que estão por vir. Reflitamos todas as noites sobre os nossos atos, porque todos somos responsáveis pelas nossas vidas, e pelas vidas dos que fazem parte, direta ou indiretamente do nosso cotidiano. Você já reparou o que pode representar para o seu dia o simples sorriso de uma criança?
Pense pequeno (nos pequenos gestos), para ser grande. (de alma, espirito e coração).
Bom domingo.
Ostra
Friday, September 29, 2006
Caos e coisas..(o caos foi ato falho..resolvi preservar..)
Hora pra tudo, falta de tempo. Que tempo?
Loucura..pensamentos
idéias
idéias
inadequação das mesmas
é preciso outras..sempre, sempre mais.
Tudo passa e vejo que o ano quase termina,
como exercicio acompanho o movimento das coisas..
ao embarcar para a faculdade
e as coisas estão lá, sempre no mesmo lugar..cansei de ver os mobiliários urbanos, outdoors ruins.
Reparo na gente, não no físico, mas no comportamento
Por vezes, me surpreendo
Vem mais um dia, e eu to correndo.
Pensar? cuspir! cuspir palavras num papel sem graça, sem vida, sem cor.
Reflexão de valores, situações.
Erros são aprendizado. Errei com aquele idiota..ou eu sou a idiota?
Hoje vejo que não é nada alem do que sempre havia sido, um nada na minha concepção com descaso, passava despercebido, despercebido não, insuportável!
Fui inventar moda, acabou virando tendência o corpo fechado.
O gosto ainda é amargo, argh! não aprendi a lidar com as inverdades e falsidade, será o próximo aprendizado?..
Porém, ainda acredito no eterno.
Fases, mutantes, extremos numa triste felicidade.
Dúvida, indecisão, as coisas e as pessoas se tornam tão superficiais e vazias na sociedade do espetáculo...
A dúvida das pessoas é: "com que roupa eu vou"..ou "o que vou comprar".."qual ficou melhor?"
depois paga de socialista....quanta hipocrisia!
Conheço o rei egocêntrico! ele é o centro do universo do seu umbigo que acredito ser o maior do mundo! As pessoas confundem aquela idéia de amor próprio.
Vou cair no mundo.
Ah... frase célebre "nunca magoe uma canceriana"... não sou rancorosa..mas a gente nunca esquece...e muito se perde.
Confusão de uma mente com lembranças meio borradas.
Quero ter memória seletiva.
copo meio cheio ou meio vazio..mais um dia...ou, menos um dia?
(também não entendi a lógica.)
Tuesday, September 19, 2006
Critica da Ostra em parceria com Shakespeare
Para fazer a presente análise, nos obrigamos a assistir e debater o programa eleitoral gratuito. Devo admitir que somente razões como esta nos motivam a acompanhar alguns dos programas do começo ao fim (com a consciência dizendo a todo instante: por favor, desligue este aparelho.) O interessante nesta “tortura” foi analisar, após as aulas nas quais minuciosamente discutíamos Ricardo III, os elementos de teatro presentes nos programas: cenários, roteiros e verdadeiros personagens com seus discursos. Uma diferença gritante entre os partidos que possuem grandes publicitários nos bastidores de sua campanha; diferença de texto, cenário e postura. A televisão ainda corrige as faces e feições de seus personagens, transformando suas máscaras em “cútis perfeitos”, de candidatos que parecem não envelhecer nunca. Todos estes são elementos para vender ao povo seus representantes no Congresso Nacional.
Além dos elementos visuais e de linguagem, podemos analisar a questão do poder, ponto central da peça de Shakespeare. Analisar o fascínio que este exerce sobre as pessoas, a luta, a perda de limites e absentismo das questões éticas. Em Ricardo III e na atualidade podemos verificar através dos tempos o poder transformando as pessoas, e que ninguém, numa visão talvez pessimista, talvez realista, esta livre de ser corruptível quando se vê num cargo de alto escalão, imerso ao mundo dos poderosos; no “Grande Mecanismo”. Acredita-se que o próprio Shakespeare em Ricardo III foi tendencioso para o lado da família Tudor que se encontrava no poder da Inglaterra daquele período propositalmente, visando obter uma série de benefícios por conta disso.
Ricardo III é transformado em um verdadeiro monstro, vai contra tudo e contra todos até alcançar o seu objetivo; o reinado. Comete traições, assassinatos, mentiras, calúnias, entre tantas outras atitudes que acabam tornando-o um personagem repudiável. Quando chega ao posto almejado e conquistado através de tantas artimanhas e trapaças, não se sente satisfeito, pois a vontade e todo aquele desejo pela conquista de coisas quase impossíveis era o que o movia. Acaba sozinho, traído, arruinado, sem amigos, sem família, vazio em seu dilema. Quando conversa com o público mostra sua outra face e por momentos ao menos parece agir e falar com sinceridade. (E nossos políticos, como se comportarão em suas vidas privadas?)
O que assusta, particularmente a mim, é pensar quantos “Ricardos III” tivemos ao longo da história da humanidade, onde os fins justificam os meios e as páginas da história da humanidade, e de famílias são manchadas por ditadores como Hitler, Mussolini, Vargas, Perón, Pinochet, Chávez, entre tantos outros. E porque não incluir Bush nesta lista? Sábio também foi Spielberg ao desenvolver “Pink e Cérebro”, uma paródia da realidade daqueles que “querem dominar o mundo”.
Como citado anteriormente, nota-se nas campanhas políticas como transmite Shakespeare em sua obra o uso de recursos teatrais, representações sem autenticidade, ou seja, a falsidade. Não conseguimos identificar um discurso sequer que passasse integridade em meio a tantos e tantas promessas. Podemos recorrer também a cena em que Ricardo III veste um de seus personagens para conquistar a aprovação do povo; nota-se sua ironia e hipocrisia na investida de difamar os verdadeiros herdeiros, ao mesmo tempo, buscando apoio em um elemento com o qual pudesse atestar sua essência “boa” junto ao povo. A religião era a melhor arma para isto naquele momento. Fazendo o paralelo com os políticos atuais, cansamos de ver as cenas com criancinhas e idosos, e as narrativas de histórias de vidas humildes, de pessoas que batalharam e merecem ocupar aquele cargo. Quanto maior a aproximação com a história do povo, melhor. A identificação deve começar por ai. São todos os candidatos pessoas humildes que estão na luta pelo poder para defender os direitos do povo.
A peça acaba de forma trágica, como acabaram também de forma trágica histórias como as de Hitler e Collor, citados em aula. Na luta onde os fins justificam os meios, o poder carece de uma essência ética, e de boas intenções. Assim é em Shakespeare, assim é na vida real, a diferença é que nós podemos interferir na história, porém não temos o poder de escolher o gênero da nossa obra.
Wednesday, August 30, 2006
Pérola da Ostra...
Como prometido no post de ontem..eis a música..
Vazio - Luiz Gayotto
"Se veste corre compra vê acessa foge pára cuida corre acha lê compra brinca come caga fica perde ganha pára olha passa tudo passa atravessa transa beija droga festa pinta borda compra ouve compra assiste brinca chora finge guarda paga sonha gasta ri sonha gasta ri poupa investe engana volta olha compra chora ri chora ri trabalha trabalha trabalha corre vai corre vai anda sai pára corre cai volta vai corre vai anda pára corre sai pára corre anda vai compra paga sonha cai corre vai anda sai pára compra paga angústia receio vazio aluga vende dá esmola faz o bem reclama paga reza trabalha trabalha trabalha trabalha trabalha trabalha trabalha sai dança bebe beija abraça compra sonha ganha perde tenta de novo passa tudo passa atravessa transa estuda acha procura pesquisa acessa acessa encontra vê compra joga fora compra troca joga fora vai embora muda volta sonha foge anda pára cuida corre acha lê brinca come caga fica "
Tuesday, August 29, 2006
Me lembraram do BLOG!
Espero voltar com mais frequência.. agora sinto na pele o que sentem tantas mães que trabalham e procuram o tempo que SEMPRE falta para criar e dar atenção a seus filhos.. o meu tadinho.. acho que está meio decepcionado... Jack.. acho que você será o padrinho..afinal..vc que me lembrou de voltar e cuidar um pouco dele..;)
Saudade de vc meu filho meio ostra-meio elefante...
Ahh..não pense seu pai que está livre da responsabilidade de te cuidar enquanto eu me ausento.. cade você elefante? câmbio. desligo...
é hora de correr para o almoço...!
Friday, August 18, 2006
Halls - ...
Pedro, meu filho...
Vinicius de Moraes
"Como eu nunca lutei para deixar-te nada além do amanhã indispensável: um quintal de terra verde onde corra, quem sabe, um córrego pensativo; e nessa terra, um teto simples onde possas ocultar a terrível herança que te deixou teu pai apaixonado - a insensatez de um coração constantemente apaixonado.E porque te fiz com o meu sêmen homem entre os homens, e te quisera para sempre escravo do dever de zelar por esse alqueire, não porque seja meu, mas porque foi plantado com os frutos da minha mais dolorosa poesia.Da mesma forma que eu, muitas noite, me debrucei sobre o teu berço e verti sobre teu pequenino corpo adormecido as minhas mais indefesas lágrimas de amor, e pedi a todas as divindades que cravassem na minha carne as farpas feitas para a tua.E porque vivemos tanto tempo juntos e tanto tempo separados, e o que o convívio criou nunca a ausência pôde destruir.Assim como eu creio em ti porque nasceste do amor e cresceste no âmago de mim como uma árvore dentro de outra, e te alimentaste de minhas vísceras, e ao te fazeres homem rompeste meu alburno e estiraste os braços para um futuro em que acreditei acima de tudo.E sendo que reconheço nos teus pés os pés do menino que eu fui um dia, em frente ao mar; e na aspereza de tuas plantas as grandes pedras que grimpei e os altos troncos que subi; em tuas palmas as queimaduras do Infinito que procurei como um louco tocar.Porque tua barba vem da minha barba, e o teu sexo do meu sexo, e há em ti a semente da morte criada por minha vida.E minha vida, mais que ser um templo, é uma caverna interminável, em cujo recesso esconde-se um tesouro que me foi legado por meu pai, mas cujo esconderijo eu nunca encontrei, e cuja descoberta ora te peço.Como as amplas estradas da mocidade se transformaram nestas estreitas veredas da madureza, e o Sol que se põe atrás de mim alonga a minha sombra como uma seta em direção ao tenebroso Norte.E a Morte me espera em algum lugar oculta, e eu não quero ter medo de ir ao seu inesperado encontro.Por isso que eu chorei tantas lágrimas para que não precisasse chorar, sem saber que criava um mar de pranto em cujos vórtices te haverias também de perder.E amordacei minha boca para que não gritasses e ceguei meus olhos para que não visses; e quanto mais amordaçado, mais gritavas; e quanto mais cego, mais vias.Porque a poesia foi para mim uma mulher cruel em cujos braços me abandonei sem remissão, sem sequer pedir perdão a todas as mulheres que por ela abandonei.E assim como sei que toda a minha vida foi uma luta para que ninguém tivesse mais que lutar:Assim é o canto que te quero cantar, Pedro meu filho... "
Monday, August 14, 2006
Halls - Elefante de volta em luto
O único ponto que sempre defendi foi que violência não justifica violência (referência à estratégia do uso de força bélica em larga escala, promovido por Israel, em resposta aos ataques de foguetes do Hezbollah) e que os únicos grandes perdedores são os civis de ambos os lados, recuados e amedrontados em meio a uma chuva de Katiushas e disparos de tanques.
Na tentativa de entender melhor as conseqüências políticas e sociais do caos impetrado por uma guerra que já tem perdedores, segue:
Entre mortos e feridos
As preocupações do Hezbolá não podem ser reduzidas em termos convencionais como um balanço dos mortos de um lado e do outro. O Hezbolá se integrou profundamente na sociedade libanesa, criou um Estado dentro do Estado, com uma rede de atendimento social extensa. Mesmo que Israel consiga driblar os soldados do Hezbolá, Nasrallah permanecerá sendo o político mais poderoso do país, em parte porque o caos das últimas semanas deixou clara a fraqueza do governo. A maioria dos analistas libaneses com quem conversei acreditam que o Hezbolá, do seu jeito, sai particularmente mais forte deste conflito.
De Cuba para o Líbano, Jon Lee Anderson está in loco onde há crise – e escreve para a New Yorker.
Políticos sunitas e cristãos, publicamente, se dizem solidários ao Hezbolá xiita, que rotineiramente se declara o ‘movimento de resistência’ libanês. Mas as linhas sectárias foram afetadas pela crise. Estima-se que a população esteja dividida entre 35% de cristãos, 35% de xiitas, 25% de sunitas e 5% de druzos. Os postos do governo estão alocados a grupos distintos – o primeiro-ministro é sempre sunita, por exemplo. ‘Uma guerra civil está na cabeça de todo mundo, mas esta é justamente a coisa sobre a qual ninguém quer falar’, me contou durante o jantar um influente executivo de origem cristã-maronita.
O cessar-fogo começa segunda-feira de manhã. Aí virá a disputa de argumentos e tanto Israel quanto Hezbolá tentarão se declarar vencedores da guerra. Será uma disputa fajuta – Israel perdeu. Pela estratégia da ofensiva militar violenta e intensa que decidiu seguir, não conseguiu o objetivo de neutralizar o Hezbolá.
Um dos que concordam com isto é Jamil Mroue, um jornalista secular de origem xiita, editor do principal jornal libanês de língua inglesa, o Daily Star.
Desde o Onze de Setembro, há uma esperança nos EUA e em Israel de que uma classe média silenciosa está apenas esperando para herdar as ruínas de um país qualquer que eles estão pondo abaixo. Eles não percebem que se aniquilam o Líbano e Nasrallah sai do esconderijo e recebe um microfone para fazer um discurso, ele derruba governos. Ele saiu extremamente fortalecido disto. Israel e EUA ainda estão obcecados com a destruição de infra-estrutura. Mas se você faz isso com o Hezbolá, você apenas aumenta o que pretende destruir. Se eu quero viver sob o Hezbolá? Não, não quero. Mas os mesmos erros cometidos pelos norte-americanos no Iraque são os erros que estão cometendo aqui. Você não se livra de Nasrallah destruindo suas armas. Você se livra dele se criar uma sociedade sustentável.
Um Plano Marshall, enfim. Aquilo que deveria ter sido feito no Afeganistão quatro anos atrás, bem antes de se optar por uma invasão do Iraque. (Pedro Dória)
Monday, July 31, 2006
Pérola da Ostra! (na verdade contribuição do té..)
Quase sempre esperamos que alguém faça algo para nós, mas, às vezes, a solução está ao nosso alcance.
Friday, July 28, 2006
Halls do Elefante
Estou fazendo a minha inscrição...
Pelo menos 200 amantes do pôquer participarão desse torneio, que acontecerá no Cafe Royal, na praça Picadilly de Londres, informou um porta-voz do corretor."Recebemos mensagens de Irlanda, Grã-Bretanha, Brasil (O ELEFANTE), Austrália e Alemanha, é uma boa mistura", declarou o porta-voz de Paddy Power."
A idéia é ter 100 homens e mulheres, mas seguramente teremos mais participantes", acrescentou, afirmando que o objetivo do evento é entrar no livro Guinness de Recordes Mundiais.A entrada no torneio, que será televisionado, é livre e será entregue a cada jogador uma bolsa contendo seis peças de roupa que poderão usar.
Os competidores apostarão com essas roupas e quando estiverem nus serão eliminados. O campeão - que levará para casa um exclusivo trofeú "Golden Fig Leaf" e mais 10.000 libras esterlinas (18.000 dólares, 14.500 euros) - será a última pessoa que mantiver alguma peça de roupa.
Estou fazendo a minha isncrição...
Pelo menos 200 amantes do pôquer participarão desse torneio, que acontecerá no Cafe Royal, na praça Picadilly de Londres, informou um porta-voz do corretor."Recebemos mensagens de Irlanda, Grã-Bretanha, Brasil (O ELEFANTE), Austrália e Alemanha, é uma boa mistura", declarou o porta-voz de Paddy Power."
A idéia é ter 100 homens e mulheres, mas seguramente teremos mais participantes", acrescentou, afirmando que o objetivo do evento é entrar no livro Guinness de Recordes Mundiais.A entrada no torneio, que será televisionado, é livre e será entregue a cada jogador uma bolsa contendo seis peças de roupa que poderão usar.
Os competidores apostarão com essas roupas e quando estiverem nus serão eliminados. O campeão - que levará para casa um exclusivo trofeú "Golden Fig Leaf" e mais 10.000 libras esterlinas (18.000 dólares, 14.500 euros) - será a última pessoa que mantiver alguma peça de roupa.
Thursday, July 27, 2006
Particularidades de uma ostra...;)
Fico só imaginando a sua cara: a sobracelha levantando. Uma só. Depois a outra acompanha. Por fim, as duas, em um movimento de interrogação (“porque não tenho atenção hoje???”) Uma leve entortada da boca, bem sutil, que só os que te conhecem mesmo percebem. O bico teima em crescer, apesar do esforço contrário (“não vou fazer bico, não vou fazer bico”). Os olhos ficam maiores e fixos...se estivesse na frente, ia ser um fuzilamento de elefante. Por fim, sei que é tudo tipo e que como uma boa ostrinha, a carência fala alto em alguns momentos, tomando uma proporção imensa. Até receber a atenção, por menor que seja e acalmar esse pequeno demoniozinho loiro.
Wednesday, July 26, 2006
Elefante - Returns
Cara Ostra,
Após a comprovação de que te conheço muito bem, feita em minha breve descrição de suas reações, mesmo estando a 400 km de distância (posteriormente será postado aqui), me deparo hoje com o post abaixo, cheio de indignação e revolta.
É, o mundo não é um lugar justo. Pelo menos não no sentido clássico da palavra. Apesar de Jor-El ter ouvido de seu pai que ele seria enviado a esse mundo pela capacidade de nós humanos fazermos o bem, insistimos em fazer o contrário. E quando entramos nesta seara, nossa fértil imaginação abre espaço para uma infindável profusão de manifestações distintas e bizarras. Não basta saber do sem número de barbáries que acontecem simultaneamente por todo o planeta, no nosso país, na cidade, na nossa rua. Temos a capacidade de literalmente foder com tudo e nos orgulhamos disto. E este aspecto que gostaria de comentar: atuar diretamente não é nosso único pecado. Ignorar o que acontece também nos torna culpados.
Ilustrando a insanidade, estava eu, acompanhado do pequeno elefante, assistindo ao GNT e ouvindo algumas coisas boas baixadas no Limewire e Souseek (Groove Armada, Tanguetto), quando nos deparamos com um documentário sobre cachorros. E seus donos, é claro. Não vou criticar os que tratam seus pets como filhos e se esforçam para enchê-los de mimos e frufrus. Agora chegar ao ponto de ter uma senhora que vende seus préstimos de “conversar com cachorros”, aí já é demais. A senhora em questão recebe solicitações via telefone e, incrível, conversa com os dogs telepaticamente (!) e cobra U$ 100,00 pela consulta. Se a consulta for em casa, o preço sobe para U$ 150,00. Uau! Porque eu não viro terapeuta de cachorros...
Seria uma simples constatação de qual bizarra a sociedade americana pode ser, se não fosse um fato grotesco: o valor de uma consulta alimenta uma família em Angola ou no Haiti por 2 meses.
Preciso continuar?
Newsfante:
A moto vai bem, obrigado. Chama-se Jaqueline e o primeiro comentário sobre o nome dela é que “isso é nome de puta”. Graças a deus...
Frase escrita nas costas da camiseta de um motoqueiro: “Se você estiver lendo isso, é porque a puta caiu”. Fantástico!
Ontem minha terapeuta propôs que as seções passassem a ser a cada 15 dias. Bela vitória, para um elefante com dois anos de terapia. Não sei se demonstra uma evolução ou se ela está desistindo...
Fico feliz porque a loira está feliz. O novo emprego está fazendo muito bem pra ela. E vai ficar melhor.
Vou começar a colocar algumas “tips” de coisas, lugares, músicas e comidas que acho legal falar. Ninguém precisa gostar mas eu vou por do mesmo jeito...
Parem o mundo que eu quero descer!
A cada vez que encaro a realidade em todo seu contexto sinto a necessidade de um coquetel destes.. de todas as espécies, tamanhos e cores!...
O que você faria por um mundo melhor???
Thursday, July 20, 2006
Eu fiz 21..e tenho um cachorro..duas tartarugas e...uma ovelha!
1 - É muito bom estar com a familia reunida..
2 - É muito bom ver minha irmã BEM! sim..e devolta a ativa.. (a chegada desta noticia..obvio! no meu aniversário!)
3 - A comida do mexicano estava ótima..mais o mico foi o pior destes 20 e poucos anos...
Imagine a cena: uma mesa no centro do restaurante, uma familia grande (somos 6 quando todos juntos !), um bolo, uma fila de garçons, uma enorme e estridente buzina de caminhão, um sino, uma pausa na janta de todos, um parabéns, e um bendito sombrero para me esconder!!! Resultado: bochechas roxas (e não são pequenas..haha).. hunf! que vergonha...
4 - É bom saber que você tem amigos... longe (o elefante, o porco, a namorada do porco.. a vó!..o Bru..todos me ligaram!) e perto... foram 30 pessoas ao meu encontro numa 3ª! excelente número, excelentes pessoas ..(eu reclamo muuuuito da cidade cinza mais sentirei falta destas pessoinhas que estiveram por lá...e algumas que por ventura não puderam aparecer...)
5 - Presentes lindos...entre eles a Batí! minha ovelha..!..e uma reeeeleitura de Romero Britto!
6 - Uma aula prática bizarra com umas 12 reprovações..tadinho do instrutor! se aprendo até a ultima aula eu não sei..mas eu me divirto!
7 - Caipirinhas gostosas e algumas confissões interessantes
8 - A baixa é que tive que desmanchar o rasta...=/ ..não resistiu!
Um resumo em tópicos é isso..pena que não foram todos já que foi o niver despedida de Ctba.. meu destino..? ainda não sei...quando souber conto para vocês...
Faltou o elefante para a festa ficar completa! guardei um amendoim pra você tá?
Friday, July 14, 2006
Maní!
É elefantinho..o que posso te dizer é que é muito bom saber que posso sempre sempre sempre contar com você! meu amigo!..cu!..sócio! e mais ..muito mais!
Obrigada pelos conselhos...paciencia para ouvir chorumelas.. correções de projetos.. companhia em jogos até doações de sangue.. passeios.. paixões caninas.. e todo o resto que você acho que lembra..afinal.. é um elefante! te gosto muito viu?
maní! ostrinha...:)
Salvem os elefantes..!
Fonte: Terra
Wednesday, July 12, 2006
Sunday, July 09, 2006
Que a injustiça seja feita..
Zidane, um show a parte..só ele sabe o que ouviu para tomar tal atitude..enfim, parabéns França. Parabéns Zidane, parabéns Henry...e demais franceses.
E para os italianos, o que merece um comentario é Canavarro; belo zagueiro.
Triste com o resultado do jogo..passando para deixar poucas palavras, e não passar em branco.
Sunday, July 02, 2006
acabou a farsa..
Friday, June 30, 2006
Despedida amarga
Sem comentários a respeito da arbitragem..que embora, a meu ver..tenha prejudicado a Argentina.. não teve grande culpa no resultado do jogo.
Esta ostra viu o jogo em um restaurante... com brasileiros lamentavelmente torcendo eufóricos pelo time europeu..tal torcida e o fraco desempenho e dedicação dos jogadores brasileiros me fazem ficar, a partir de agora, indiferente ao evento...Fica aqui meu triste e amargo post..
Wednesday, June 28, 2006
Um "q" de romantismo vai...
¡Ordena tu amor! No sea que ames más lo que debes amar menos o ames menos lo que debes amar más...”
Monday, June 26, 2006
Halls - Esses japoneses gostam mesmo da coisa...

Não posso deixar de postar, considerando que vi em diferentes locais da blogsphera e em sites diversos.
Junta 250 colchões, um ao lado do outro. Coloca 250 ladies deitadas. Acrescenta 250 homenzinhos com elas. Um câmera filma tudo de cima, com uma grua.
E a japonesada se diverte. Coisa surreal...
Memórias do Elefante - E falavam que dava pêlo na mão...
Então compararam os resultados com as respostas de 1259 homens saudáveis na mesma faixa etária.
Se a estatística indica um caminho de prevenção, bem, quanto mais o homem se masturba na faixa dos 20 aos 50 anos, menos chances ele terá de ter câncer de próstata. O efeito de proteção é particularmente maior para homens que se masturbam na década em que têm 20 anos – algo entre três e cinco ejaculações por semana durante o período fazem o serviço.
Não explica a diferença entre ejacular através de masturbação ou de uma relação sexual. Aí os médicos saem-se com outro arrazoado: embora a ejaculação seja equivalente, não importa se solitária ou acompanhada, durante a relação o homem está mais exposto a infecções que podem terminar cancerígenas. Na mão, não tem erro.
A divulgação de uma pesquisa como essa poderia acabar com muito sentimento de culpa de garotos por esse mundão a fora...
via Papo de Homem
Friday, June 23, 2006
Tuesday, June 20, 2006
Memórias do Elefante - Felicidade aonde está?
Essa visão, a primeira vista maniqueísta, simplória e racional, torna-se "humana" quando percebemos que não há mal algum em trocar. Relacionamentos nascem, se desenvolvem, amadurecem e, por fim mas não menos importante, morrem. E a morte acontece quando não há mais o que trocar entre as partes. Sejam elas duas, três ou inúmeras.
Quando nos relacionamos afetivamente, seja amizade, amor, sexo ou uma mistura de todos (que convenhamos é o mais legal), dependemos de uma relação de troca em que as partes doam algo, e recebem um tanto, em um equilíbrio prazeroso. No trabalho, oferecemos nosso suor, neurônios e stress em troca do ganha-pão, que por sua vez vira novas trocas e possibilidades. Se somos interesseiros, não há mal nenhum nisso. Nosso interesse está na curiosidade de aprender, crescer e descobrir e, já que não sabemos, vivemos e sentimos tudo, procuramos quem possa nos oferecer o que não temos. Pelo menos não hoje, mas talvez daqui a pouco, amanhã ou outro dia. Seja um cafuné, um aprendizado, uma música, uma idéia ou um olhar. Oferecemos a experiência que temos, como os nosso grandes e pequenos erros, em troca de uma entrega, nem sempre de bandeja, das soluções para outros grandes e pequenos erros.
As relações acabam quando a troca não é mais benéfica. Quando há o desequilíbrio e um dos lados passa a sofrer por receber menos do que espera, do que quer ou do que merece.
Hoje este post pouco inspirado reflete um momento específico e uma idéia geral. A confiança necessária para se trocar é perdida quando um dos lados deixa de oferecer o que promete. Ou o que oferece é diferente do que o outro espera. E aí caminhamos para uma nova troca. De parceiro. Seja uma pessoa, um lugar, um trabalho, um biscoito.
Continuando com a nossa discussão a respeito da felicidade, entre as idéias básicas de felicidade, vou retomar o tema através do projeto da Trip. Hoje o que pesa é o item:
“Seremos mais felizes se tivermos a possibilidade de desenvolver um trabalho que gere prazer para si e para o outro. E, quando não for possível, encontrarmos prazer para si e para o outro no trabalho que se tem para desenvolver.”
Trabalho é prazer e ponto final. Mas existe um limite para nossa dedicação em buscar este prazer e o que recebemos pelo resultado deste trabalho. Minha paciência esta chegando ao fim.
Entendo sua angústia. O sistema muitas vezes não é justo porém é humano. Pois são seres como nós que tomam decisões muitas vezes ilógicas, perversas ou simplesmente sem sentido.
Bjocomamendoim
ps: ok, a Costa do Marfim está fora. Mas que somos simpáticos, isso somos...
Controvérsias
Desabafo.Contando até 1000...!
Saturday, June 17, 2006
Altos e baixos da Copa..
Vamos aguardar as proximas delicias e amarguras da Copa 2006!
Retomando o tema: Felicidade
Algumas destas:.
Felicidade é.. ou está presente:
Um dia de sol..ou andar na chuva
Em uma boa idéia
Um sorriso sincero
Em conquistar uma criança
Em receber um elogio no trabalho..
ou de amigos..
Em uma vitória..
um gol..
um belo jogo do meu time..
Em dividir momentos em boa companhia
ver o mar
um banho quentinho..em dias de frio...
na presença da minha vó
nas palavras doces
e sinceras
no que dá certo
no mais simples e mais complexo! ela existe...
então..nas nossas loucas rotinas sempre estão reservadas alegrias..e ao menos um momento.. um segundo de felicidade...!
Bom final de semana...;)
Tuesday, June 13, 2006
Felicidade, o que é?
A ostra, especialista nata neste esporte estranho de muitos homens correndo atrás de uma coisa esférica, já escolheu seu tema para os próximos dias, a world cup. Após esta análise técnica sobre as primeiras rodadas, tenho que me ater à minha insignificância e concluir que sou um rato, ou melhor, um elefante que não sabe una puta cozza di calcio, como diria o legendário Paulo Rossi.
Nesse nosso lado guia turístico, cabe a introdução: fomos para a casa da minha big sister, que recentemente fugiu da São Paulo, de muitos bares, baladas, PCC, parada gay; a São Paulo do MASP, do MAM e da Matheus Grow; a mesma da Serra com o Bar do Pedrão e Pedreira do Dib ou a da Guarapiranga e dos domingos de Wakeboard; dos 4000 restaurantes japoneses (e que a gente só vai no Migoto, Shuma e Mercadão) e 5000 pizzarias (e a gente fica na Speranza, Primo, Santa Pizza, Veridiana...enfim, agente vai em algumas); trocentos parques, e aqui vale a ressalva: pode ir no favorito, se conhecer os outros - se o Ibira é o do coração, vale um dia no Burle Marx, com cara de berçário, ou o bosque do morumbi, com sua cara de mata no meio dos urbanóides. Enfim, fugiu das centenas salas de cinema, que todo mundo insiste em ir no mesmo dia e horário; do horário do rush, que agora não tem mais horário (alías, o que fizeram com o coitado?), dos teatros, poluição, gente de todas as caras, cantos, vozes e sussurros; dos dialetos locais, de cada esquina e cada bairro.
E foi se enviar em São Francisco Xavier. Ou melhor, depois de lá.
Para contextualizar, segue a dutra sentido São José dos Campos, entra na cidade, vai sentido Monteiro Lobato (Sítio do Pica-Pau Amarelo) e continua toda vida. A próxima parada é a simpática São Francisco Xavier. Cidade de aproximadamente 6000 habitantes, enfiada em meio a vales e montanhas, com aquele ar "bucólico", que quer dizer o mesmo que "não acontece porra nenhuma".
Passando São Francisco, segue mais uns tantos km (a imprecisão da minha irmã para distâncias é algo a ser estudado...) e chegamos na casa de portão amarelo. E à um novo ideal de felicidade.
Em um terreno de 1 alquere (quem é o alquere?), foi colocada uma casinha amarela clara, quadrada, com pé-direito alto, um grande varanda em "L", fogão a lenha, janelas e portas grandes e coloridas, decoração aconchegante e de bom gosto. Completam a cena os simpáticos "Toca" (é ele) e "Café" (é ela), os pequenos babys vira-latas do casal.
A pacata São F. Xavier tem agora uma nova família: Cá (Big Sister do Elefante), seu marido canadense-louco-bonzinho-esquizofrenico-atrapalhado, Toca e Café.
Não existe isolamento, como era de se esperar. Contribuição das maravilhas tecnológicas como a internet e TV a cabo via satélite. E estamos a 40 minutos de São José, que embora não seja uma megalópole, não deve em recursos e infra-estrutura.
E podemos começar daqui a discutir nosso ideal de felicidade...
Pérolas do Canadense:
Talvez por efeito de alergia, seu nariz teimava em atrapalhá-lo e ele já um tanto incomodado solicitou: “Preciso de um lenço, meu nariz está correndo...
Em uma loja de material de construção, estava o canadense, um pouco deslocado e perdido. Quando um discussão sobre telhados e coberturas se inicia ao seu lado. Ele prontamente olha para o cliente que está se resolvendo com o vendedor e solta: “Que tetas você usa?”. Ok, ok, foi próximo de telhas...
Continua...
Pérolas da Ostra - Algumas idéias sobre...
Mulheres precisam de um motivo para o sexo. Homens só precisam de um lugar.
Billy Crystal.
Sexo é como bridge. Se você não tem uma bom parceira, melhor ter uma boa mão.
Woody Allen.
De acordo com uma nova pesquisa, as mulheres se sentem mais confortáveis se despindo na frente de homens do que na frente de outras mulheres. Elas dizem que mulheres julgam demais enquanto homens, é claro, só ficam gratos.
Robert De Niro.
Monday, June 12, 2006
Plot Point
Bola Cheia:
Argentina: Fez com a Costa do Marfim, na minha opinião, o melhor jogo da copa até aqui..mostrou um belo futebol..o Peckerman quase complica, mas a Argentina já mostrou a que veio..um belo elenco..e uma bela atuação de Riquelme!
Costa do Marfim: bom time, ousado, encarou a Argentina de igual pra igual.. por enquanto.. merece o 2º lugar no grupo, vamos esperar a próxima rodada.
Angola: mostrou raça e muita vontade contra o preciosista Portugal.. os deuses do futebol podiam ter dado uma ajudinha.. para Angola conseguir um empate.
Irã: Entrou bem no jogo..e quase surpreendeu o Mexico, mas acho que não passa ...
Bola Murcha:
Portugal: o que foi Portugal ontem... menosprezando o time de Angola..definitivamente não mereceu a vitória, vai ter que melhorar muito pra justificar o rótulo de "favorito"
Trinidad e Suécia: oooô joguinho feio viu...
Holanda e Sérvia e Montenegro: outro joguinho sem graça... aposto na Costa do Marfim contra os dois.. não mostraram nada demais.. só o 11 da Holanda esboçou um bom futebol..e a Sérvia e Montenegro..muito ruim!
É isso..vamos ver o que rola nos jogos de hj... estes terei que acompanhar pela Internet..e amanhã a tãoooo esperada estréia do Brasilsilsil..!
Thursday, June 08, 2006
Bom dia Elefante!..
Post com um dia de atraso!
Carameeeeeeeelo! tb é da ALMAP.. finalmente pude ver o filme do TWIX..;)
P.S:. quero me aventurar em agências...será que consigo num futuro próximo!?
Wednesday, June 07, 2006
Halls - Pepsi convida a plugar o fone e ouvir musica no metrô
A Pepsi Canadá instalou em vagoes dos metrôs de Toronto e Vancouver paineis nos quais os consumidores podem plugar seus fones de ouvido. Quem faz isso escuta trecho de uma das 12 musicas selecionadas para o projeto. Na sequência, ouve uma mensagem informando o artista e convidando a visitar o site pepsiaccess.ca. Blue Bus Curti, ostrinha. Imagine as possibilidades...
Tuesday, June 06, 2006
Longitudes...Ostra em Greenwich
P.S:. o título foi por citar alguma referência geográfica..;)
Halls dos outros - Camões
interpretação recebida:
"Ah! Camões, se vivesses hoje em dia, tomavas uns antipiréticos, uns quantos analgésicos e Prozac para a depressão. Compravas um computador, consultavas a internet e descobririas que essas dores que sentias, esses calores que te abrasavam, essas mudanças de humor repentinas, esses desatinos sem nexo, não eram feridas de amor, mas somente falta de sexo!"
Fantástica a cultura que recebemos pela web...
Memórias do Elefante - Teatro
Assistir Ricardo III, no Teatro FAAP deveria ser uma experiência desafiadora, visto que meu lado tosco e pop considera Shakespeare algo intrigante. Mas o padrão Globo de qualidade foi demais para uma encenação que deveria sobreviver ao tempo e às duras intervenções culturais. Tudo muito bonito, famoso e feliz, tal qual uma Ilha de Caras Cênica. Piadinhas aos montes, para não deixar o espectador esquecer o autor (não nosso amigo Inglês e sim nosso simpático e culto gordinho das madrugadas). No fim, ficou aquela sensação de "fui enganado". Algumas boas interpretações não salvaram o todo. Sotaque carioca me fez imaginar o posto 9 em meio a guerra entre Lancaster e York. E a classe média urbana sai feliz e satisfeita com sua dose semanal de cultura, para discutir nos Spots, Ritz e Mestiços. Dose por dose, prefiro as Blue Pills, com resultado garantido e não precisa pedir que tem bis.
Halls dos outros - Quase anônimo
Ter me condenado a tanta liberdade
Pelas tardes nunca foi tão tarde
Teus abraços, tuas ameaças
Obrigado
Por eu ter te amado
Com a fidelidade de um bicho amestrado
Pelas vezes que eu chorei sem vontade
Pra te impressionar, causar piedade
Pelos dias de cão, muito obrigado
Pela frase feita
Por esculhambar meu coração
Antiquado e careta
Me trair, me dar inspiração
Preu ganhar dinheiro
Obrigado
Por ter se mandado
Ter me acordado pra realidade
Das pessoas que eu já nem lembrava
Pareciam todas ter a tua cara
Obrigado
Por não ter voltado
Pra buscar as coisas que se acabaram
E também por não ter dito obrigado
Ter levado a ingratidão bem guardada
Pelos dias de cão, muito obrigado
Pela frase feita
Por esculhambar meu coração
Antiquado e careta
Me trair, me dar inspiração
Preu ganhar dinheiro"
Halls dos outros
A partir de agora, "Halls do outros" vai registrar um pouco do que tem caído na minha caixa de entrada nos últimos dias, meses e anos. Aprecie sem moderação...
Halls - Poor Bill
O Google está lançando sua planilha de cálculos on-line. Não exige que o usuario instale nenhum software em seu computador - a utilizaçao é atraves do browser. Os documentos criados pelos usuarios serao arquivados nos servidores do Google, o que permitirá a uma pessoa oferecer suas planilhas ao acesso de outros - amigos ou colegas de trabalho, por exemplo. Noticia do The Wall Street Journal diz que multiplos usuarios poderao trabalhar simultaneamente numa mesma planilha e trocar informaçoes entre si usando uma janela em separado.
Para resumir o impacto desta notícia, no futuro da web 2.0 viveremos a era do software livre (Sangue de Dadá tem Poder), em que não dependeremos de downloads, instalações e pagamentos para o uso de programas. E como fica nosso amigo Bill gates nessa?
Mais do que isso, é evidente que entramos na era do conteúdo aberto, em que diferentes colaboradores interagem sob o mesmo conteúdo. O caso mais emblemático é a wikipedia. E o mais interessante é este blog que se apresenta como muita pretenção...
Memórias do Elefante
Minha ausência, se não justificada e perdoada, pelo menos pode ser compreendida. Como eu previ (e agora já começo a achar que posso usar estes poderes paranormais para outras finalidades), a tempestade começou. E como li uma vez, nestes provérbios ingênuos mas com um fundo de verdade, na tempestade devemos ser rápidos em escolher se guardamos o barco ou aproveitamos os ventos.
Monday, June 05, 2006
Sunday, June 04, 2006
Contagem regressiva para a Copa!
Divirtam-se.
Boa noite, boa sorte.
Discussões a parte..deixo aqui a minha recomendação..;)
Boa noite, e boa sorte!
Friday, June 02, 2006
Pérola da Ostra
Helen Keller
Halls - The Blue Pill

Halls - Felicidade
Hoje seria algo assim:
Memórias do Elefante - Tempestade
E nesse ponto vem o assunto de hoje: felicidade. Que todo mundo sabe o que é mas ninguém define. Porque cada um tem sabe da sua. Por isso, felicidade não se dá, empresta, faz receita, entrega pronto; não se descreve ou define. No máximo, participamos, como meros coadjuvantes ou expectadores, da felicidade alheia. Quando temos sorte, em alguns raros e intensos momentos, somos parte dela...ou seu principal motivo. Essa é uma condição especial que não deve ser desperdiçada, ignorada, exigida ou cobrada.
Vale um segundo comentário: ontem a noite estava lendo uma entrevista, após um daqueles dias que parecem que não vão terminar nunca. Trip nova, tema da edição: corpo e mente. A minha cara para uma discussão. E Daniela Cicarelli com a palavra. Confesso que me surpreendi. Com a entrevista, com a franqueza, com o algo a dizer. Em comum, posso dizer de cara que compartilhamos a idéia de que podemos ser muito felizes com uma série de coisas: amigos, namoradas (os), empregos, viagens, bens materiais, religião, produção intelectual, etc, etc, etc. Nada disso funciona se não estivermos felizes com nós mesmos. Falar o óbvio aqui pode ofender a sua inteligência, ostrinha. Mas penso sempre como não nos damos conta que precisamos apreender a sermos felizes com nós mesmos, para depois interagir com o mundo, descobri-lo e deixar que ele o descubra. Voltando à Daniela (gosto desse nome...), resumo dizendo que foi um soco bem dado nos meus preconceitos. E uma reflexão sobre o que estou fazendo da minha vida hoje. Parece que vai começar a tempestade. Estou preparando as velas...
Desabafo
Thursday, June 01, 2006
Memórias do Elefante
Textos sem sentido..e reclamações.. esse mundo virtual não deixa de ser divertido...mas as vezes cansa.. nada melhor para os imediatistas que a presença física.
Adoro as palavras pela sensação de sabores e dissabores que me proporcionam..e a redação, pela ferramenta ímpar que representa para transmitir sentimentos e sensações de uma vida.
Um post para vários destinatários..;)
Tiradinha maldosa da ostra...
"Minhoca" diz:
- Você tá tão bonita hoje... essa blusa combinou com seus olhos!
Ostra responde muito séria:
- Tá vendo só... mais pra vc é muito mais fácil combinar a roupa com seus olhos..já que preto combina com tudo...!
tsc tsc tsc...maldade.....;)
Linhas de uma quinta pouca inspirada
Nunca termino direito os assuntos.. um dos tantos defeitos desta pseudo-redatora.. pseudo-publicitária..e pseudo-ostra!
P.S:. A pilastra-tatu resolveu blogar... belos textos para uma mulher das ciências exatas..;)
Wednesday, May 31, 2006
Mc Boquete
Tuesday, May 30, 2006
Halls
William Ward
Memórias do Elefante - Mudanças
A simplicidade banal do ato, a mudança, muitas vezes esconde um processo complexo, confuso e perturbador. Mudamos porque queremos progredir, evoluir, melhorar. Independentemente de cada uma destas palavras traduzir significados distintos para nós - eu, você, nossos amigos, parentes, namoradas (os), irmãos e estranhos.
O começo deste pensamento deve-se ao fato de uma pessoa querida, um grande amigo, estar mudando. Literalmente. Mudando de emprego, de cidade, de vida. Introduzindo novos elementos no seu dia-a-dia e abandonando velhas práticas. Como venho acompanhando o processo, desde os primeiros esboços, passando pelas avaliações comuns de prós e contras, até a tomada de decisão. Sempre carregada de uma ponta de dúvida e outra de tristeza. Mas também de alegria, de excitação e de expectativa.
Se temos medo do desconhecido e da mudança, ao mesmo tempo somos atraídos pela novidade, pelo desconhecido, pelos novos sons, aromas, pessoas e caminhos que aparecem a cada dia. Sair da zona de conforto não é tarefa para os fracos. É precioso boa dose de coragem, alguma de loucura e muita de paixão para largar tudo, mesmo que esse tudo seja pouco aos olhos do outro. A ruptura, processo natural para a mudança, não deve ser encarado como traumático mas benéfico. Quebramos paradigmas e paredes. Jogamos fora preconceitos e roupas. Descobrimos ruas, esquinas e praças. E, se tudo não sair como planejado, que ótimo. Descobrimos que o acaso existe. E o planejamento é útil para saber como deveria ser e não foi. Mas o resultado é o que importa. Mesmo que seja um novo.
Aproveitando e usando como desculpa uma forma de finalizar esse texto, sem pé nem cabeça, veja como podemos MUDAR.
Para todas as pessoas queridas que estão em fase de mudança.
Beijo Sardinha.
Vico: Boa sorte em Jafa. Que Bruce Leroy ilumine seu caminho. Prometo um post comentando os clássicos. Abraços.
Monday, May 29, 2006
vamos mudar?
vou mudar a cara dele..AGORA!
boa noite..;)
ostrinha.........
Friday, May 26, 2006
Halls
Distração? Tente o Swarm. O treco é uma espécie de mapa com vários (centenas) de sites, que se conectam de alguma forma. E este mapa gráfico mostra como estão os acessos aos sites. Quanto mais próximo do centro, maior o número de acessos. Ele atualiza a cada um segundo e usuários cadastrados podem falar por chat. Algumas linhas aparecem, simbolizando o tráfego pela rede. Ok, ok, sem mais delongas, vai conhecer. Vale a pena.
Pérolas da Ostra
Colin Smith, que nasceu sem os braços e nunca teve carteira de motorista, se apresentou ontem a um tribunal, indiciado por dirigir de maneira perigosa para a população.
O policial que parou Smith disse que o banco do motorista estava reclinado e que o homem sem braços parecia estar usando um pé para a direção e o outro para controlar o acelerador e o freio. Smith, de 31 anos, afirmou que se defenderia das acusações.Ele declarou no tribunal que dirige há anos usando seus pés e que nunca se envolveu em um acidente.
Memórias do Elefante
Bessie Anderson Stanley
Expectativa. Ansiedade. Antecipação.
Vivemos a era da angústia. Porque, eu não sei, ostrinha, mas cada vez mais existe uma incerteza diária e uma sensação de que o tempo está passando e não estamos suficientemente ligados em todas as possibilidades. Sem dramalhão ou alarmismo, sem entrar em uma caça as bruxas, visando resolver o problema do tema de sexta-feira. Não ostrinha, vivemos em uma era de malucos, em que diversos fatores resultam em uma sociedade de seres acelerados e angustiados, pressionados e confusos.
Hoje temos acesso a mais informação, em maior velocidade. Muito mais conteúdo, e a disposição quando e como quisermos. Se temos os recursos, temos os meios e as ferramentas, cobramos de nós mesmos resultados, cada vez mais rápidos e mais adequados ao que imaginamos que esperam de nós. Olha que coisa maluca.
Minha observação de uma situação óbvia vem da análise que faço da minha geração, através dos meus amigos, independente do grupo de cada um. Somos todos parte de uma geração de 30 (e um pouquinho mais ou menos) que vive uma eterna disputa com sigo mesmo. De repente toda uma geração começou a mudar seus hábitos em relação ao grupo que o antecedeu, sob diversos aspectos. Saímos mais tarde de casa, casamos mais tarde, temos filhos mais tarde... e entramos em crise por isso. Estamos rompendo com alguns modelos enraizados e, ao invés de procurarmos entender estas alterações, criamos uma cobrança social: temos que ser os melhores em nossos empregos, temos que casar e ter filhos até uma certa idade, temos que estar realizados profissionalmente; e ainda, temos que ser politizados, comer alimentos orgânicos, ter TV de plasma, ouvir Mp3 no IPOD, xingar as calças da Diesel mas ter vontade de ter uma, temos que fazer ginástica e consumir alimentos Diet. Light, com betacaroteno, sem sódio, sem açúcar, sem gordura trans (Whatta hell?) e combater os radicais livres. Porra! Quem são estes caras, para eu querer combatê-los? Meu deus, a lista não para: homens tem que ter corpo atlético, mas sem ser musculoso; se a barriguinha de cerveja pode, mas só no melhor amigo, no irmão e no marido depois de 8 anos de casamento, quando o relacionamento tem tanto sexappel quanto um maço de rúcula; nunca, jamais, never usar pochete (e carregamos carteira, celular, cigarros, chaves e demais apetrechos nos bolsos, parecendo um misto de abadá com bibelô de retrovisor de caminhão). Pior, se usarmos bolsa, somos gays. Se não usamos, somos preconceituosos; precisamos ser sensíveis, mas sem apelação; o metrosexual já era, o pan já é demais. Inventaram o ubersexual, que resgata a masculinidade sem perder os esfoliantes. E a gente tem que consumir creme anti-sinais e coçar o saco discretamente. Ok, ok, nesta altura do campeonato você já deve estar se contorcendo, o bico deve ter encostado no monitor e você deve estar protestando: “Mas e a minha geração?”. Perdidos. Literalmente desamparados...ai, ai , ai. Cada vez mais impactados pela era do conteúdo, da velocidade, das tendências. Muito acesso, com poucos filtros. Muita cobrança, sem idéia de que resultados devem alcançar. Se sabem o destino, não sabem pegar o trem. Se estão no trem, perguntam-se se vão descer na estação correta. E se cobram e são cobrados por isso. Pequeno crustáceo, porque não desaceleramos? Porque ao invés de tomar o trem e ter certeza do itinerário, não tomamos o barco e deixamos o rio decidir? Porque não pensamos mais em sermos felizes e menos em definir felicidade? Tema para o futuro: a felicidade.
"Sorrir com freqüência; ganhar o respeito de pessoas inteligentes e o afeto de crianças; conquistar a apreciação de críticos honestos e tolerar a traição de falsos amigos; apreciar a beleza, e descobrir o melhor em todas as pessoas; tornar o mundo um lugar melhor, seja através de uma criança saudável, um jardim bem-cuidado ou uma melhor condição social; saber que pelo menos um ser humano que seja viveu melhor porque conheceu você... Esse é o significado do sucesso."
Ralph Waldo Emerson






















