Tuesday, June 20, 2006
Memórias do Elefante - Felicidade aonde está?
A vida é uma constante troca. Simples assim, ostrinha. Desde o dia que nascemos até, vá lá, ficarmos chatos e não querermos brincar mais, vivemos sobre a simples regra do escambo. De idéias, sentimentos, bens materiais, energia. De conhecimento e de vivência. De contato, afeto e produto.
Essa visão, a primeira vista maniqueísta, simplória e racional, torna-se "humana" quando percebemos que não há mal algum em trocar. Relacionamentos nascem, se desenvolvem, amadurecem e, por fim mas não menos importante, morrem. E a morte acontece quando não há mais o que trocar entre as partes. Sejam elas duas, três ou inúmeras.
Quando nos relacionamos afetivamente, seja amizade, amor, sexo ou uma mistura de todos (que convenhamos é o mais legal), dependemos de uma relação de troca em que as partes doam algo, e recebem um tanto, em um equilíbrio prazeroso. No trabalho, oferecemos nosso suor, neurônios e stress em troca do ganha-pão, que por sua vez vira novas trocas e possibilidades. Se somos interesseiros, não há mal nenhum nisso. Nosso interesse está na curiosidade de aprender, crescer e descobrir e, já que não sabemos, vivemos e sentimos tudo, procuramos quem possa nos oferecer o que não temos. Pelo menos não hoje, mas talvez daqui a pouco, amanhã ou outro dia. Seja um cafuné, um aprendizado, uma música, uma idéia ou um olhar. Oferecemos a experiência que temos, como os nosso grandes e pequenos erros, em troca de uma entrega, nem sempre de bandeja, das soluções para outros grandes e pequenos erros.
As relações acabam quando a troca não é mais benéfica. Quando há o desequilíbrio e um dos lados passa a sofrer por receber menos do que espera, do que quer ou do que merece.
Hoje este post pouco inspirado reflete um momento específico e uma idéia geral. A confiança necessária para se trocar é perdida quando um dos lados deixa de oferecer o que promete. Ou o que oferece é diferente do que o outro espera. E aí caminhamos para uma nova troca. De parceiro. Seja uma pessoa, um lugar, um trabalho, um biscoito.
Continuando com a nossa discussão a respeito da felicidade, entre as idéias básicas de felicidade, vou retomar o tema através do projeto da Trip. Hoje o que pesa é o item:
“Seremos mais felizes se tivermos a possibilidade de desenvolver um trabalho que gere prazer para si e para o outro. E, quando não for possível, encontrarmos prazer para si e para o outro no trabalho que se tem para desenvolver.”
Trabalho é prazer e ponto final. Mas existe um limite para nossa dedicação em buscar este prazer e o que recebemos pelo resultado deste trabalho. Minha paciência esta chegando ao fim.
Entendo sua angústia. O sistema muitas vezes não é justo porém é humano. Pois são seres como nós que tomam decisões muitas vezes ilógicas, perversas ou simplesmente sem sentido.
Bjocomamendoim
ps: ok, a Costa do Marfim está fora. Mas que somos simpáticos, isso somos...
Essa visão, a primeira vista maniqueísta, simplória e racional, torna-se "humana" quando percebemos que não há mal algum em trocar. Relacionamentos nascem, se desenvolvem, amadurecem e, por fim mas não menos importante, morrem. E a morte acontece quando não há mais o que trocar entre as partes. Sejam elas duas, três ou inúmeras.
Quando nos relacionamos afetivamente, seja amizade, amor, sexo ou uma mistura de todos (que convenhamos é o mais legal), dependemos de uma relação de troca em que as partes doam algo, e recebem um tanto, em um equilíbrio prazeroso. No trabalho, oferecemos nosso suor, neurônios e stress em troca do ganha-pão, que por sua vez vira novas trocas e possibilidades. Se somos interesseiros, não há mal nenhum nisso. Nosso interesse está na curiosidade de aprender, crescer e descobrir e, já que não sabemos, vivemos e sentimos tudo, procuramos quem possa nos oferecer o que não temos. Pelo menos não hoje, mas talvez daqui a pouco, amanhã ou outro dia. Seja um cafuné, um aprendizado, uma música, uma idéia ou um olhar. Oferecemos a experiência que temos, como os nosso grandes e pequenos erros, em troca de uma entrega, nem sempre de bandeja, das soluções para outros grandes e pequenos erros.
As relações acabam quando a troca não é mais benéfica. Quando há o desequilíbrio e um dos lados passa a sofrer por receber menos do que espera, do que quer ou do que merece.
Hoje este post pouco inspirado reflete um momento específico e uma idéia geral. A confiança necessária para se trocar é perdida quando um dos lados deixa de oferecer o que promete. Ou o que oferece é diferente do que o outro espera. E aí caminhamos para uma nova troca. De parceiro. Seja uma pessoa, um lugar, um trabalho, um biscoito.
Continuando com a nossa discussão a respeito da felicidade, entre as idéias básicas de felicidade, vou retomar o tema através do projeto da Trip. Hoje o que pesa é o item:
“Seremos mais felizes se tivermos a possibilidade de desenvolver um trabalho que gere prazer para si e para o outro. E, quando não for possível, encontrarmos prazer para si e para o outro no trabalho que se tem para desenvolver.”
Trabalho é prazer e ponto final. Mas existe um limite para nossa dedicação em buscar este prazer e o que recebemos pelo resultado deste trabalho. Minha paciência esta chegando ao fim.
Entendo sua angústia. O sistema muitas vezes não é justo porém é humano. Pois são seres como nós que tomam decisões muitas vezes ilógicas, perversas ou simplesmente sem sentido.
Bjocomamendoim
ps: ok, a Costa do Marfim está fora. Mas que somos simpáticos, isso somos...
Controvérsias
Bem...não sou a favor do socialismo ou do comunismo, mas confesso que em algumas situações sinto um profundo nojo e desprezo pelo nosso sistema, o sistema capitalista, onde as palavras instabilidade e poder econômico predominam sobre nossas vidas e muitas vezes se sobrepõe a valores individuais. Tantas vezes temos que deixar estes de lado..sim..nossos valores.. pois o dinheiro é o que rege a sociedade. É a lei da sobrevivência que nos faz trabalhar como loucos, sem tempo ao menos para respirar, o dinheiro é a garantia do sustento então atras dele vamos todos como loucos..e deixamos em segundo..terceiro..quinta plano.. familia..lazer..relacionamento..e a qualidade de vida acaba diminuida..para não dizer que literalmente,acaba. Hoje numa troca de emails com o elefante..decidiamos falar sobre a felicidade..sim e de fato eu estava realmente feliz..por pequenas coisas..como em raros momentos desta curta vida.. mas as vezes situações inesperadas acontecem e mudam para o bem e para o mal.. os dias..nossas vidas..e a forma de encarar e ver determinadas situações..é.. coisas da vida... é uma merda se ver como um número e ter que continuar trabalhando em uma empresa que adota uma política que você simplesmente repudia..e se envergonha..mas os compromissos estão ali para novamente..determinar nossos rumos..mesmo que estes não representam as nossas vontades.. e mais uma vez você vai ter que respirar fundo..se calar..para não fazer o que realmente tem vontade, pedir a conta. As vezes penso no que fazer para melhorar este mundo tão racional..onde o ter ...se sobrepôs ao SER. Será possível recuperar valores..numa sociedade tão corrompida?
Desabafo.Contando até 1000...!
Desabafo.Contando até 1000...!
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