É mesmo estranho, ter tanto para escrever e nao encontrar a formula.. vazio, um vazio desesperante e a espera por alguem que nunca mais vai voltar. Um pai, um amigo, um exemplo, único. Assim era o meu, com tantas qualidades e tao poucos defeitos. Um sonhador, daqueles que se pudessem mudariam o mundo, daqueles que sem se dar conta mudam o mundo, os dias, um simples momento. Era simples, quando nervoso, abria as narinas, para brincar com voce fazia cocegas ou contava uma piada, passou poucas noites sem passar pelo quarto para dar boa noite, daqueles que num olhar voce entende, e conversa. Esquentava o pe, segurava a cabeca, torcia, ria e chorava junto. Era feliz. Fazia a felicidade parecer alcancavel. Sua fortuna, sua familia. Era sua redatora favorita, sua sao paulina, sua cacula, o “filho” que todo pai gostaria de ter, dizia ele. Companheiro. Daqueles que levam para qualquer lugar que seja, tudo por um sorriso, sem pedir sequer, obrigado. Sempre me apoiou em tudo, ou quase tudo, o que nao concordava desistia de discordar, sabia a cabeca dura que nao tinha como dobrar. Tinha as palabras e os gestos mais doces e sinceros do mundo, tinha cumplicidade. Sem favoritismo, e olha que eram quatro filhos. Como falar no passado de uma pessoa tao presente.
Inevitavel, nao questionar a perda, nao sofrer com a ausencia.
Se pudesse usaria a logistica reversa para trazer quem esta no céu devolta para a Terra.
Me ensinou muito do que sei e muito do que sou. Levou um pedaco do meu sorriso, que era só dele, num triste 25 de julho.
"É tao estranho, os bons morrem antes, assim parece ser, quando me lembro de voce, que acabou indo embora, cedo demais...E o que sinto, nao sei dizer"
Friday, August 24, 2007
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